sábado, 9 de outubro de 2021
The Machine Stops na Radio Times
terça-feira, 5 de outubro de 2021
La Máquina se Para
O conto não é inédito no catálogo da editora, pois já havia sido lançado em 2016, com tradução e prefácio de Javier Rodríguez Hidalgo. A edição ampliada de agora mantém a mesma tradução e prefácio, mas traz uma nota sobre a 2ª edição assinada por Ander Berrojalbiz, intitulada Ensoñaciones premonitorias (Devaneios premonitórios) e o posfácio Antes de que la Máquina se pare (Antes que a máquina pare), de Philippe Gruca e François Jarrige. Em comparação à anterior, a nova capa é mais elaborada, com interessante colagem de John Table.
A edição tem 94 páginas e é possível ter uma prévia de sete delas através desse link.
sábado, 18 de setembro de 2021
A máquina apocalíptica
Raven voltou no tempo até 1909 para ler a novela THE MACHINE STOPS com o amigo do Apoc-pod, o escritor e virologista John Skylar!
EM Forster era muito queer (ele escreveu MAURICE, afinal de contas) e suspeitamos que ele tinha um olhar voltado para o futuro porque acertou em cheio no Zoom Fatigue. Venha para uma sociedade que se esqueceu de como consertar a Máquina que faz TUDO por ela, fique para tentar evitar um apocalipse com uma Reclamação Fortemente Formulada.
terça-feira, 7 de setembro de 2021
The Machine Stops (1966)
Depois de quase três semanas sem atualizações no blog, retorno com uma ótima notícia. Exatamente hoje, localizei mais uma adaptação de uma obra de E. M. Forster disponível na internet e esta "descoberta" tem um significado especial porque se trata de um conteúdo que vinha procurando há bastante tempo. Minhas tentativas eram sempre frustradas porque todos os vídeos dessa adaptação costumam ser excluídos por reivindicação de direitos autorais.
Trata-se The Machine Stops, de 1966, o episódio da série Out of the Unknown. Essa série antológica de ficção científica da BBC foi exibida entre 1965 e 1971 e o episódio que adaptou o conto de Forster foi ao ar originalmente em 06 de outubro de 1966.
Tive que dividir o vídeo em cinco partes para conseguir postá-lo aqui, já que a plataforma limita o tamanho dos arquivos que podem ser publicados. Espero que os conteúdos não sejam excluídos pelo motivo citado acima e que possamos continuar apreciando esta que foi a primeira adaptação do mais famoso conto de Forster.
Aproveito para lembrar que, pouco mais de um ano atrás, publiquei a tradução de uma crítica do episódio publicada no jornal britânico The Stage, uma semana após a exibição na TV.
quinta-feira, 17 de junho de 2021
A arte e a máquina
Subject to Change (Sujeito à Mudança) é o título da mostra anual do Crawford College of Art and Design, campus da Munster Technological University, em Cork, na Irlanda. A exposição é o ponto culminante da graduação dos estudantes e a primeira vez que muitos deles exibem trabalhos para o público.
“The Machine Stops é sobre os humanos no futuro serem todos conectados a uma máquina e se tornarem tão dependentes dela. Minha instalação é sobre a presença cada vez maior da mídia em nossa realidade: basicamente, temos a tecnologia conosco o tempo todo e ela está influenciando nossas mentes. Existem três olhos em cada uma das minhas esculturas; um terceiro olho geralmente representa o insight em um contexto religioso, então eu estava brincando com essa ideia. A ideia é que o insight quase se perde com essa presença autoritária na mídia ”.
quarta-feira, 12 de maio de 2021
Mais The Machine Stops online
Ainda nesta semana, o The Theater Lab, de Illinois, Estados Unidos, vai apresentar três performances virtuais via Zoom, uma na sexta-feira e duas no sábado. A peça tem direção de John Meyers, que também é diretor do Theater Lab, um programa do District 214 Community Education Cultural & Performing Arts.
- Deb Leuthy (Vashti);- Sarah Heyman (Kuno);- Karen Campion (Zamani);- Anne Tracy (Sascha);- Robert Seelig (Quimby);- Nancy Morrison (Chi Chi);- Megan Field (Zuzu);- Patricia Tinsley (Albedo);- Dylan Campion (A Máquina e Atendente).
Para conferir o espetáculo, os interessados devem contribuir com o valor que desejarem, sendo que a doação sugerida é de cinco dólares. Os ingressos podem ser reservados nesta página.
quarta-feira, 24 de março de 2021
The Machine Stops Webcast
quinta-feira, 18 de março de 2021
A máquina vai parar de novo
Quase cinco anos atrás, a primeira adaptação teatral noticiada pelo blog foi The Machine Stops, apresentada pelos parceiros York Theatre Royal e Pilot Theatre, na cidade de York, Inglaterra. Nesta semana, foi anunciado que o aclamado espetáculo está de volta, desta vez de forma virtual e gratuita. A estreia online será na próxima terça-feira, a partir das 19h (horário local).
Não existe obra literária melhor para ser representada neste contexto de mudanças sociais que estamos vivenciando por conta da pandemia. Em The Machine Stops, E. M. Forster previu muita coisa da nossa nova realidade, no que diz respeito ao uso e dependência de tecnologias, comportamentos e insegurança quanto ao futuro. O profético The Machine Stops é um post do ano passado que trata exatamente sobre isso.
Mas voltando à peça de teatro, a direção é de Juliet Forster e a adaptação é assinada por Neil Duffield. Os protagonistas, Vashti e seu filho Kuno, continuam sendo interpretados por Caroline Gruber e Karl Queensborough, respectivamente.
Na terça-feira, o espetáculo será transmitido nesta página do site do Pilot Theatre e ficará disponível para visualização até 05 de abril. A seguir, confira um teaser da peça:
domingo, 24 de janeiro de 2021
The Machine Stops em 2021?
As informações são limitadas e ainda não é possível saber se será um longa ou um curta-metragem ou quando será lançado. O que temos confirmado é que a adaptação está em pré-produção nos Estados Unidos, será dirigida por Jason DeStefano e produzida por Divinity Digital Development. Pelo pôster, também é possível ver que os produtores executivos serão o próprio Jason DeStefano, Analyn DeStefano e Mary Jane Bulseco.
Avaliando as demais produções dirigidas por DeStefano - quase todas da companhia Divinity Digital Development - é presumível que será uma adaptação modesta, sem grandes investimentos. Ficarei acompanhando as atualizações na página do IMDb.
Como mostrei neste post, The Machine Stops, publicado em 1909, está mais atual que nunca e diante do momento que estamos vivendo, uma nova adaptação do conto é mais que oportuna.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
Forster em mesa-redonda
Na tarde de hoje, a partir das 15h, o grupo de pesquisa Literatura e Utopia vai promover uma mesa-redonda virtual com o tema Distopias. O conto The Machine Stops será abordado logo no início pelo professor de Língua Inglesa e Literatura, Helvio Moraes. Autor do artigo Uma leitura de The Machine Stops, a distopia tecnológica de E. M. Forster, Helvio Moraes também já traduziu dois trabalhos de Forster: o conto The Celestial Omnibus (com Autajan Geocasta de Araújo Carvalho) e o ensaio What I Believe. Ele também será o responsável por mediar a mesa-redonda.
Criado há 20 anos, o grupo de pesquisa Literatura e Utopia é integrado por professores, pesquisadores e alunos de graduação, mestrado e doutorado das Universidades Federais de Alagoas e de Pernambuco, da UERJ e da FIOCRUZ. A mesa-redonda de hoje integra o VI Colóquio Literatura e Utopia, que neste ano também comemora o aniversário do grupo.
Mesa-redonda 2: DistopiasMediação: Helvio Moraes (Unemat)A Crise do Humanismo em “The Machine Stops”, de E. M. ForsterHelvio Moraes (Unemat)Omelas e as Fronteiras da Utopia e da Distopia de Ursula Le GuinEvanir Pavloski (UEPG)Apocalipse, Cli-fi e Distopia: ReflexõesSuênio Stevenson (UFCG)Entre Estilhaços e Memórias: uma Perspectiva Distópica na Travessia de Samar YazbekCleusa Maurício Barbosa (Ifal)Memória e Nostalgia na Construção de uma Distopia no Romance Tupinilândia, de Samir Machado de MachadoPedro Fortunato (Ufal)
terça-feira, 17 de novembro de 2020
The Eternal Moment

"To T. E. in the absence of anything else"("Para T. E. na ausência de qualquer outra coisa")
Num futuro indeterminado e numa Terra ecologicamente arrasada onde as pessoas vivem em um mundo subterrâneo servido e controlado por uma Máquina, Vashti e Kuno, mãe e filho, enfrentam de forma antagônica a realidade distópica que os cerca.
Duas almas, a do personagem que dá o nome ao conto e a de um turco, sobem aos céus. Com expectativas alimentadas em vida, de acordo com seus credos religiosos, ambos se deparam com realidades inesperadas.
Os conflitos internos de uma professora de música numa escola para meninas.
Uma romancista chamada Srta. Raby retorna ao vilarejo de Vorta, na Itália, sobre o qual escreveu seu primeiro livro, The Eternal Moment, e se depara com as mudanças acarretadas no local após o sucesso da obra. Suas decepções estão acompanhadas das reminiscências de uma experiência amorosa que ela teve naquele lugar.
A trajetória de vida de um homem chamado Michael e suas experiências nas moradas dos mortos.
"'Qual é o objetivo disto?' eles perguntaram ligeiramente, mas nem eu sabia como responder."
"Literatura muito ruim. Uma boa história - The Point of It - uma peça ruim não publicada - The Heart of Bosnia. Isso é tudo. [...] Ociosidade, condições deprimentes, necessidade de uma nova visão da vida antes de começar a escrever todas as vezes, me paralisam."
"Bem remado", gritou Micky para o barqueiro. "Mais três e pronto."A ordem foi obedecida."Navio."Harold despachou seus remos.
Uma história dentro de uma história. Durante visita à Sicília, um turista britânico escuta de um barqueiro uma história triste e perturbadora sobre uma sereia e um jovem siciliano.
"Há uma certa tranquilidade que é a própria essência do estilo de Forster - uma escolha constante e meticulosa de como a unidade será composta - mas embora admitamos a necessidade e o encanto disso, não podemos negar o perigo para o escritor de vagar, de se encontrar cercado de fascinantes preocupações que o tentam a adiar ou mesmo se afastar das dificuldades que estão fora de seu fácil alcance."
"Morgan pode até explodir, mas eu, como crítica, não vejo inteiramente qual a razão disso".
terça-feira, 10 de novembro de 2020
Leitura de The Machine Stops
A direção da leitura e adaptação do conto ficaram a cargo de David Keohane. Uma novidade em relação às demais adaptações de The Machine Stops é que desta vez Kuno será interpretado por uma mulher, a atriz Awesta Zarif. Já o papel de sua mãe, Vashti, será desempenhado por Suzanna Szadkowski, que já participou de várias séries de TV.
A leitura está marcada para as 19h (horário de Brasília), mas na meia hora precedente haverá música ao vivo por Olive Fine. Quem se interessar, pode se cadastrar para receber um e-mail com o link do Zoom 15 minutos antes do início da leitura ou pode acessar o Facebook da companhia para acompanhar a transmissão.
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
O Brasil nos livros de Forster I
E. M. Forster viajou bastante durante seu quase um século de vida. O escritor percorreu países de quatro continentes: Europa, Ásia, África e América. Neste último, esteve nos Estados Unidos e Canadá, mas não teve a oportunidade de descer mais um pouco no mapa e visitar a América do Sul e o Brasil.
Isso não quer dizer que o nosso país não é citado na obra do escritor. Em pelo menos três livros de Forster, há breves alusões ao Brasil e hoje inicio uma pequena série de posts sobre estas referências simples, porém interessantes. Comecemos com o seu conto mais conhecido, The Machine Stops.
"A nave em que Vashti partiu operava ora ao pôr do sol, ora à aurora. De todo modo, ao passar acima de Rheas a nave iria se aproximar de outras que operavam entre Helsingfors e os Brasis e, uma a cada três, cruzavam os Alpes, a flotilha de Palermo cruzaria a trilha logo atrás. O dia e a noite, ventos e tempestades, mares e terremotos, não mais eram obstáculos para o ser humano, que se transformara em Leviatã." (pág. 26, tradução de Teixeira Coelho, Itaú Cultural/Iluminuras, 2018).
"Com a falha do dispositivo de dormir a história foi outra. Era uma avaria mais séria. Um dia, no mundo todo — em Sumatra, em Wessex, nas inúmeras cidades da Courland e no Brasil — as camas, quando solicitadas por seus donos cansados, não apareceram. Pode parecer ridículo mas é possível datar daí o colapso da humanidade." (pág. 57, tradução de Teixeira Coelho, Itaú Cultural/Iluminuras, 2018).
sábado, 17 de outubro de 2020
The Machine Stops na música [2]
Um útero de aço frioA cold steel wombUma visão distorcidaA distorted viewUm zumbido ensurdecedor que não será dominadoA deafening hum that wont be subduedEncontramos nosso ser dentro da agitação e das engrenagens que estão girando, mas para que fimWe've found our being within the churning, and the gears that are turning, but to what End?Não é para isso que fui feito, não é para isso que sou.This is not what I'm meant for, this is not what i am.Uma engrenagem, uma fala na máquina dos homensA cog, a spoke in the machinery of menIsso nunca nos leva para onde não estivemosThat never takes us to where we haven't beenÉ tarde demais para retirar tudo isso?Is it too late to take this all back?Se eu plantar meus pés nesta trilha sem uma razão ou destino,If i plant my feet upon this trail without a reason or destination,Então este navio afundou antes de partirThen this ship has sunk before its sailedUm rugido agitado sem fim, um labirinto de aço e minérioAn endless churning roar, a labyrinth of steel and oreNosso sangue se torna o óleo, uma labuta sem sentido e sem propósitoOur blood becomes the oil, a meaningless, purposeless toilVocês são todos ovelhas sem menteYou are all mindless sheepApenas um pedaço da máquinaJust a piece of the machineContinue alimentando seus sonhos desesperadores,Keep fueling your hopeless dreams,Eles nunca significarão nadaThey will never mean a thingSeparar: podemos tirar esses fios de nossas veias?Detach: can we pull these wires from our veins?Divida nossa carne, nosso sangue, nossos nomesDivide our flesh, our blood, our namesDiante da máquina, vejo meu reflexo se erguer e virar, enquanto caminhoIn the face of the machine i see my reflection stand and turn, as I walkEu nunca vou voltarI'm never coming back


































