domingo, 11 de outubro de 2026

The Obelisk (1977) no YouTube

Rosemary Martin (Hilda) e Peter Sallis (Ernest) posam durante intervalo das filmagens. 

Nesses anos de blog, já aprendi que as adaptações de obras de E. M. Forster indisponíveis na internet podem aparecer a qualquer momento neste vasto universo online e que sempre há alguém com esses arquivos que, inesperadamente, resolve compartilhar com o mundo. Isso já aconteceu com A Passage to India (1965) e The Machine Stops (1966). E agora é a vez de The Obelisk (1977), adaptação televisiva do conto homônimo, publicado na coletânea póstuma The Life to Come and Other Stories (1972).

Trata-se do quarto episódio da primeira temporada da série Premiere (1977–1980), exibido pela primeira vez em 13 de outubro de 1977, na BBC. Com direção de Giles Foster e adaptação de Pauline Macaulay, o episódio tem 30 minutos de duração e foi disponibilizado pelo canal Tingytec no YouTube. O protagonismo fica a cargo dos atores Rosemary Martin e Peter Sallis, dois nomes com extensas carreiras na TV britânica. Ambos aparecem na foto acima, tirada nos bastidores das filmagens. Anteriormente não tínhamos nenhuma foto ou vídeo desta adaptação e agora temos os dois. 

Confira o episódio completo, sem legendas em português:


Em tempo: O conto The Obelisk possui tradução para o português de Portugal. 

sábado, 10 de outubro de 2026

A Room with a View na Austrália


Nathalie Morris interpreta Lucy Honeychurch na nova adaptação de A Room with a View. | Imagem (detalhe): Daniel Boud.

Em 2022, a dramaturga e roteirista australiana Grace Chapple estava visitando Florença enquanto escutava o audiolivro de A Room with a View e acompanhava a protagonista Lucy Honeychurch fazendo o mesmo pelas ruas da cidade italiana. Chapple logo percebeu que, além de uma história em torno de um triângulo amoroso, se tratava também de um romance sobre amadurecimento. 

Ano passado, ainda deslumbrada com o potencial teatral da obra, ela decidiu adaptá-la para os palcos. A estreia aconteceu há exatamente uma semana, no Belvoir St. Theatre, em Sydney, onde seguirá em cartaz até 01 de novembro.

O espetáculo tem direção de Hannan Goodwin e é protagonizado por Nathalie Morris (Lucy Honeychurch) e Luke Wilshire (George Emerson). Apesar dos figurinos remeterem ao início do século XX, a peça é uma reinvenção contemporânea, com um cenário que pode ser considerado minimalista. A história é contada em primeira e terceira pessoa, com vários personagens assumindo o papel de narrador. 


Cena de A Room with a View, a adaptação australiana. | Foto: Brett Boardman/Belvoir.


Nas críticas que li, as descrições de duas cenas específicas me chamaram atenção:

"A peça começa com Lucy (Nathalie Morris) e sua prima Charlotte (Hayley McElhinney), que a acompanha, abrindo a janela do quarto de hotel em Florença – para descobrir que, na verdade, não há a vista prometida. Sabemos disso porque um cartaz de papelão é exibido do lado de fora da janela, anunciando "Sem Vista". Isso arranca uma risada imediata da plateia e prepara o terreno para a produção estratégica e inteligente da diretora Hannah Goodwin, que tanto encena a ação quanto a comenta." [...]


[...] "Esta adaptação também inclui, de forma proativa, histórias de amor que Forster não pôde (mas claramente desejava). O público demonstra um deleite palpável quando o reprimido Reverendo Beebe (o sempre excepcional Tom Conroy) e o irmão de Lucy, Freddy (Tomáš Kantor, em um dos vários personagens devastadoramente charmosos que ele cria), se beijam." (Laura Gunters, do The Conversation)


Mr. Beebe (Tom Conroy) e Freddy (Tomáš Kantor). | Foto: Brett Boardman/Belvoir.


A peça se estende por 2 horas e 50 minutos, com intervalo de 20 minutos, e contém cenas de nudez explícita. Até conseguimos imaginar quais são as tais cenas, não é mesmo? 

Depois de Sydney, o espetáculo seguirá para o Southbank Theatre, em Melbourne, de 14 de novembro a 19 de dezembro, e posteriormente para o Black Swan Theatre, em Perth, de 05 a 14 de março.

As avaliações da crítica especializada tem saído aos poucos e a recepção não poderia ser mais calorosa: 


Como diz o The Guardian, "até mesmo a frequentemente enfadonha Charlotte (Hayley McElhinney) recebe um momento de graça." | Foto: Brett Boardman/Belvoir.


"O elenco está profundamente presente, aberto e excelente. Como a peça é escrita, dirigida e interpretada com tanto cuidado, acreditamos - verdadeiramente acreditamos - nessas personagens."
Cassie Tongue, The Guardian.

"A adaptação respeitou o dilema de E. M. Forster como homem gay, restaurando-o com esmero, elevando-o e fazendo-lhe referência com elegância."
Robyn Roelandts, Sydney Arts Guide.

"Com romance, muito humor e um roteiro instigante, A Room with a View proporciona uma noite encantadora no teatro."
Natasha Ciesielski, Bacchus at the Theatre. 


Cecil Vyse (Charles Wu) e Lucy Honeychurch (Nathalie Morris). | Foto: Brett Boardman/Belvoir.

Antes de encerrar o post, confira um vídeo em que a dramaturga Grace Chapple e a diretora Hannan Goodwin falam sobre o que as atraiu no livro de Forster:






A Passage to India em Blu-ray


Em 2027, teremos mais um filme baseado em obra de E. M. Forster no formato Blu-ray no Brasil. Se em 2021, lamentei o fato de não termos A Passage to India (1984) em alta definição por aqui, em breve essa lacuna será preenchida. O último longa dirigido por David Lean será lançado em Blu-ray pela Versátil Home Vídeo em janeiro de 2027 em uma edição conjunta com Desencanto (Brief Encounter, 1945), do mesmo realizador. O lançamento dessa edição limitada está programado para o ano que vem, mas a pré-venda está aberta desde 02 de junho de 2026, conforme anunciado em live no canal da Versátil no Youtube.

O lançamento integra a coleção Mestres do Cinema e vai reunir as duas obras-primas de David Lean em um disco Blu-ray de dupla camada (BD-50), numa caixa com luva reforçada. A edição conta ainda um DVD com mais de três horas de vídeos extras, incluindo entrevistas e documentários sobre os filmes e o diretor, sendo que os conteúdos especiais sobre Passagem para a Índia tem 100 minutos de duração. Quatro cards e um livreto com três ensaios sobre os filmes completam os materiais extras da edição.



Em seu site oficial, a Versátil Home Vídeo trabalha com a venda dos produtos por lote. O primeiro lote do blu-ray está com um desconto de R$ 80,00, custando R$ 169,90. O valor vai aumentando progressivamente e o preço final (quarto e último lote) será de R$ 249,90. Mês passado, garanti o meu no primeiro lote, já que, mesmo com desconto, o valor não é barato e ainda há o custo do frete a ser adicionado. 

O início das entregas está programado para a primeira quinzena de janeiro de 2027, porém, como consumidor de longa data da Versátil, tenho conhecimento por experiência própria de que, nos últimos tempos, esses prazos acabam sendo estendidos, chegando a meses de atraso em relação à data inicial. Conforme adverte a própria empresa, os discos são feitos no exterior e, portanto, podem sofrer alterações na data de entrega. Mesmo com atrasos, nunca deixei de receber um produto adquirido no site da Versátil. 

Confira o trecho da live em que se anuncia a abertura da pré-venda do Blu-ray de Passagem para a Índia e Desencanto, a partir de 01:20:59. 


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Forster, Rothenstein e £ 16.000

O esboço preliminar original de um retrato de E. M. Forster pintado por Sir William Rothenstein (1872-1945) está à venda no Artsy por £ 16.000. A peça única pertence ao acervo da galeria londrina Piano Nobile, parceira do Artsy.


Imagem: Artsy.


Em sanguínea, com realces em branco sobre papel cinza, o retrato é pequeno, medindo 19 cm × 12,5 cm. No canto inferior direito, veem-se as iniciais do artista, precedidas pela inscrição "1st sketch" (1º esboço). É possível fazer uma oferta pela peça na página do Artsy, que traz várias informações valiosas:


Este desenho é um estudo fiel e perspicaz da vida do romancista E.M. Forster. A aparência do escritor era notável por suas pálpebras pesadas, bigode ralo e olhos penetrantes, características estas que foram vividamente registradas na ilustração de Rothenstein. Fotografias da época mostram que ele mantinha a cabeça ligeiramente curvada, inclinada para a frente ou para um lado, e isso é sensivelmente registrado na representação da cabeça por Rothenstein. [...]


As cartas de Forster para Rothenstein oferecem uma visão sobre a natureza do relacionamento entre eles. Mantiveram uma relação amigável por mais de trinta anos, incentivada por amigos em comum, como o anfitrião da alta sociedade e cientista amador Sylvester Herringham, que promoveu uma reunião em que os dois, aparentemente, se conheceram em 1912. Ambos conheciam a cidade indiana de Benares, e Rothenstein pôde apresentar Forster a um faquir que lá vivia. Parece que foi Rothenstein quem sugeriu a Forster a ideia de um retrato.


Em 1922, Forster respondeu: "Gostaria muito de ser desenhado por você, e também de vê-lo novamente". Nessa ocasião, porém, surgiram complicações e as sessões foram adiadas – principalmente devido à indisponibilidade de Forster, que morava em Surrey e passava relativamente pouco tempo em Londres. Ele escreveu novamente no verão seguinte para encorajar Rothenstein: "Posso pedir que você me desenhe nesta sexta-feira? Qualquer lugar, qualquer hora. Seria um prazer enorme para mim". Provavelmente foi nessa ocasião, em julho de 1923, que este desenho de Forster foi feito. Parece que Rothenstein perguntou sobre a possibilidade de fazer outro retrato dele no ano seguinte, mas Forster respondeu: "Gostaria muito de poder posar para você novamente, já que você sugeriu, mas receio que, da forma como as coisas estão agora, isso não seja possível."


Como indica a inscrição no canto inferior direito, este desenho foi o "primeiro esboço" preliminar que precedeu um desenho de apresentação maior, de meio corpo. Essa ilustração agora está exposta no hall do King's College, em Cambridge. [...] O desenho do King's College é amplamente conhecido: foi publicado no Illustrated London News em 11 de outubro e no The Graphic em 8 de novembro de 1924, foi reproduzido como uma litografia em edição limitada e, posteriormente, usado na capa de uma seleção de cartas de Forster. Em contraste, este desenho sanguíneo da cabeça de Forster nunca foi exibido ou ilustrado e permaneceu na posse do artista até sua morte. 


[...] Escrevendo no segundo volume de suas memórias, em 1932, ele recordou o início da década de 1920 como um período especialmente prolífico em sua carreira no que diz respeito a desenhos de retratos.


"Após oito anos dedicados principalmente à pintura de paisagens, fiquei grato pelo fluxo de modelos que consentiram em ser desenhados ou pintados. Para o Winchester College, desenhei HAL Fisher e Lorde Grey; desenhos de Dean Inge e E. M. Forster foram adquiridos para o King's College, Cambridge. [...]


[...] Este desenho de E.M. Forster está de acordo com as práticas habituais de Rothenstein. Foi feito com os mesmos materiais – giz vermelho sobre papel cinza – que o estudo de Rothenstein para um retrato do artista Barnett Freedman, por exemplo. [...]


Como já mencionado, trata-se de um esboço preliminar que deu origem a um desenho maior, de meio corpo, atualmente exposto no hall do King's College, em Cambridge, e que você confere a seguir. 


O retrato de meio corpo, originado do esboço preliminar. | Imagem: Fine Art America. 


Citado no texto da página do Artsy, o livro com cartas selecionadas de Forster que utiliza o retrato acima na capa é o primeiro de dois volumes publicados pela editora Collins na primeira metade dos anos 80 e editados por Mary Lago e P. N. Furbank. Já o esboço preliminar foi utilizado na capa de uma das edições de E. M. Forster: A Life, biografia autorizada escrita por P. N. Furbank, publicada pela Abacus também nos anos 80.


Uma carta para Miss Emily

Uma carta original de E. M. Forster está à venda no site Memorabilia UK, especializado no comércio de materiais autografados por personalidades variadas. 

A pequena carta manuscrita e assinada em papel timbrado do King's College, Cambridge, mede 18 x 11 cm e seu estado de conservação é descrito como bom, com condição geral de 8,5/10. O valor cobrado é de £350,00, mas os interessados podem fazer uma oferta justa para consideração do site.

A página do item traz somente a transcrição da mensagem da correspondência, sem precisar a data e o destinatário. Analisando mais detidamente, acredito que a data seja 14 de março (March 14th), escrita ao lado do timbre do King's College, porém sem ano especificado. Já o nome da destinatária parece ser Miss Emily. Não consegui decifrar o sobrenome. 

A tradução da mensagem é a seguinte:


"Agradeço sua gentil carta. Demorei para respondê-la até que meus planos estivessem definidos. Infelizmente, eles não se concretizaram da melhor forma. Nesse fim de semana, estarei com a amiga que me ajuda com a correspondência, e não poderei ter o prazer de jantar com você. Gostaria de saber se você teria disponibilidade para trabalhar comigo no domingo (dia 20), de preferência à tarde. Ficaria muito grato se pudesse. Atenciosamente, E. M. Forster."


O Memorabilia UK é um revendedor registrado no Universal Autograph Collectors Club e membro do Collector Approved.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Peça Maurice em Porto Alegre


A peça Maurice, sobre a qual já falei algumas vezes aqui no blog, terá única apresentação neste sábado (10) no Teatro do CHC Santa Casa, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O espetáculo é uma produção da Cia. de Teatro Sala 3.

Após a sessão, haverá um bate-papo com o diretor Altair de Sousa e o elenco, encabeçado por Andreane Lima (Maurice Hall), que também assina a dramaturgia, e Esley Zambel (Clive Durham). Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla.

Combinando recursos do teatro, literatura e cinema, a montagem já recebeu prêmios em diferentes festivais nas categorias de espetáculo, direção, cenário, iluminação, figurino e atuação. A adaptação já foi apresentada no Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa (FENATA), no Goiânia em Cena, no Festival Nacional de Teatro de Limeira, no FIT Bahia e na Mostra Nacional de Teatro de Anápolis.


"Maurice", da Cia. de Teatro Sala 3 

Direção: Altair de Sousa;
Dramaturgia: Andreane Lima;
Data: 10 de outubro (sábado);
Horário: A partir das 19h30;
Local: Teatro do CHC Santa Casa, Avenida Independência, 75, Porto Alegre (RS);
Duração: 60 minutos;
Classificação indicativa: 18 anos.



Leituras recomendadas:

Memorabília inédita em Londres

Jim Buckingham ao lado de uma de suas pinturas na exposição. | Foto: Facebook Bloomsbury Festival. 


Jim Buckingham conheceu E. M. Forster quando ainda era criança. Sobrinho de Bob Buckingham, o policial com quem o escritor manteve um longo relacionamento de quatro décadas, Jim, agora um senhor de mais de 80 anos, é um dos curadores da exposição E. M. Forster’s Legacy of Connection: Unseen Memorabilia, que reúne um acervo inédito de recordações do seu "tio Morgan".  

Aberta ao público desde 01 de outubro, em Londres, a mostra concentra uma coleção de objetos pessoais, cartas e fotografias de Forster nunca antes vista. Jim também expõe suas próprias pinturas pela primeira vez, incluindo retratos do próprio Forster, que incentivou o seu dom para pintar, de Bob e outros membros da família, além de uma série de obras com o tema da ancestralidade.


E. M. Forster retratado por Jim Buckingham. | Foto: Site Bloomsbury Festival.


Além de um novo vislumbre da vida privada e do legado do escritor, a exposição também oferece novas perspectivas sobre a sua relação com a família Buckingham e a história da classe trabalhadora do distrito de Bloomsbury. A situação em que a família de Jim, composta por seis pessoas, morava em dois cômodos perto de King's Cross, foi mencionada por Forster em seu livro de ensaios Two Cheers for Democracy. 

O evento de lançamento, em 29 de  setembro, contou com palestras e uma sessão de perguntas e respostas. A professora, escritora, pesquisadora e especialista na obra de Forster, Claire Monk, abordou a recepção contemporânea da obra do escritor e a influência da história social de Bloomsbury na vida dele e da família Buckingham. Já o professor Daniel Monk, que assina o primeiro estudo sobre o testamento de Forster, explorou a forma como o documento desafiou convenções e redefiniu os conceitos de amizade e família em relação ao apoio que ofereceu aos Buckingham. 

   


Como parte do Bloomsbury Festival, que está completando 20 anos, a exposição acontece no Camden Archives and Local Studies Centre, na Holborn Library até 31 de outubro. Além de Jim, Lucy Goodison e o Bloomsbury Festival assinam a curadoria da mostra. A entrada é gratuita. Pelo que pude compreender, a mostra seguirá de forma independente até meados de dezembro, porém, não encontrei informações se permanecerá no mesmo local. 

Fiquei curiosíssimo, especialmente, em relação às fotografias inéditas de Forster. Por uma das imagens de divulgação nas redes sociais do festival, é possível ter um breve vislumbre delas, o que aguçou ainda mais a curiosidade. Achei intrigante que a divulgação do evento trate o relacionamento de Forster e Bob como "amizade", quando sabemos que foi um vínculo amoroso intenso e duradouro. 


Leituras recomendadas:

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Atualizações


Nesta retomada do blog, fiz algumas mudanças e atualizações. Confira logo abaixo: 

- Traduções - a página foi reformulada e agora conta com imagens das capas das edições dos livros, de minha coleção pessoal;

- Livros inéditos em PT-BR - todos os links dos posts especiais sobre os livros de E. M. Forster que nunca foram traduzidos para o português brasileiro agora estão reunidos nesta página. Até o momento, cinco obras já foram temas de especiais;

- A Passage to India (1965) - adicionadas mais duas imagens desta adaptação para TV e um anúncio de meia página da revista TV Guide sobre a exibição do episódio na série NET Playhouse, nos Estados Unidos;

- The Machine Stops (1966) - adicionado vídeo do episódio completo, em parte única, com melhor qualidade de imagem que o disponível anteriormente;

- The Obelisk (1977) - adicionado o vídeo do episódio completo, além de uma imagem da adaptação, que aparentemente é a única oficial disponível. 




- Pinturas & Ilustrações - adicionadas duas pinturas: uma por Edmund Nelson (1949) e outra por Jim Buckingham, sobrinho de Bob Buckingham (ano desconhecido);

- Pelo olhar de Edward Leigh - substituída uma fotografia de E. M. Forster em sua sala de estar no King's College, Cambridge, em 1949, por uma imagem em melhor qualidade;

- Registros Variados - adicionada fotografia registrada em 24 de agosto de 1967, em Red House, Great Glemham, e substituída fotografia do escritor em seus aposentos no King's College por outra de melhor qualidade. 


P.S.: As próximas atualizações terão lugar cativo na barra lateral, com o propósito de sempre informar os acréscimos feitos esporadicamente ao blog. 

Maurice (2025)

A espera foi longa, mas finalmente em 2025 tivemos o lançamento de uma nova edição de Maurice em terras brasileiras. A editora Ercolano iniciou a pré-venda em 15 de setembro do ano passado e cinco dias depois eu estava adquirindo o meu exemplar no site da Amazon, pelo valor de R$ 109,91 (frete grátis). Sim, os preços dos livros da Ercolano não costumam ser módicos. 

A tradução inédita é de Antônio Farinaci. A edição não traz conteúdos adicionais, como apresentação, introdução, prefácio ou posfácio, mas contém a Nota Final escrita por Forster, como já é tradicional nas publicações do clássico póstumo.

Como afirma a editora, trata-se de "uma edição de luxo, cuidadosamente pensada", com capa dura gofrada, pintura lateral, bordas arredondadas e fitilho. 

As ilustrações utilizadas na capa, frontispício, colofão e outras partes do livro são creditadas à revista Monsieur: revue des élégances des bonnes manières et de tout ce qui interesse Monsieur (Monsieur: revista de elegância, boas maneiras e tudo o que interessa ao homem), uma publicação francesa fundada em 1920. A fonte foi a Bibliotèque Nationale de France. 

Como é convencional nos livros da Ercolano, a contracapa traz um trecho pinçado da obra. Nesta edição de Maurice a frase escolhida foi a última do capítulo XXXIII, parte III. 

Demorou, mas o romancista E. M. Forster voltou ao mercado editorial brasileiro em grande estilo.  















terça-feira, 6 de outubro de 2026

Maurice, pela Ercolano



Em 2025, a editora Ercolano lançou uma tradução inédita de Maurice no mercado brasileiro. A pré-venda teve início em 15 de setembro e o lançamento oficial ocorreu em 09 de outubro. A tradução é assinada por Antônio Farinaci.

Recordo-me da grande surpresa ao me deparar com a notícia, visto que os últimos lançamentos de romances de Forster no Brasil datavam de meados da primeira década dos anos 2000 e eu já não tinha grandes esperanças de ver algo do tipo acontecer tão cedo em nosso país. Antes da excelente novidade da Ercolano, a tradução mais recente de Maurice era a de 2006, da editora Globo, assinada por Marcelo Pen. 

Lamentei o fato do blog estar inativo na ocasião, já que teria sido um grande prazer acompanhar toda a trajetória de lançamento e divulgação do livro, mas o importante é que agora temos a terceira tradução desse clássico para o português brasileiro. A editora promoveu eventos de lançamento em São Paulo (livraria Megafauna) e Porto Alegre (livraria Baleia). Os encontros contaram com a participação do tradutor Antonio Farinaci, do grande João Silvério Trevisan, Régis Mikail, Renan Quinalha, Roberto Borges e Samir Machado de Machado.  

Vamos torcer para que os próximos lançamentos da obra de Forster em nosso país não demorem tanto para ocorrer. 

No próximo post, trago mais detalhes e fotos da edição.