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domingo, 15 de agosto de 2021

Minha coleção forsteriana

Todas as 17 edições dos livros de E. M. Forster publicadas em português brasileiro, na ordem cronológica, de 1949 a 2019, de baixo para cima. Alguns mais velhos, outros mais novos, mas todos formando uma coleção construída com dedicação e carinho. 



" Penso que os únicos livros que nos influenciam são aqueles para os quais estamos prontos e que avançaram um pouco mais em nosso caminho particular do que nós mesmos."

E. M. Forster

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Aquarelas de A Room with a View

É sempre proveitoso recorrer ao Etsy quando as novidades envolvendo o nome de E. M. Forster estão ainda mais escassas que o normal. Hoje o destaque é um conjunto de pinturas inspiradas em A Room with a View da loja Literary Lodge. São quatro aquarelas com paisagens de Florença, na Itália, impressas em papel fotográfico de alta qualidade ou archival paper. As cores disponíveis para a moldura são preto e branco. 

Em cada quadro há uma citação do livro de E. M. Forster, três delas do capítulo II e uma do capítulo XV. As traduções dos trechos a seguir são de Marcelo Pen, da edição lançada pela editora Globo em 2006. 



"Choose a place where you won’t do harm, and stand in it for all you are worth, facing the sunshine.”

"Escolha um lugar onde não causará dano, e fique ali com toda a alma, encarando o sol.” (Capítulo XV: O Desastre Interno)




"One doesn’t come to Italy for niceness,” was the retort; “one comes for life. Buon giorno! Buon giorno!"

"Não se vem para a Itália para coisas agradáveis”, foi a réplica; “vem-se para a vida. Buon giorno! Buon giorno!" (Capítulo II: Em Santa Croce sem o Baedeker)




“Then the pernicious charm of Italy worked on her, and, instead of acquiring information, she began to be happy.”

"Então o encanto pernicioso da Itália instalou-se nela e, em vez de adquirir informação, ela começou a sentir-se feliz." (Capítulo II: Em Santa Croce sem o Baedeker)





“It was pleasant to wake up in Florence, to open the eyes upon a bright bare room, with a floor of red tiles which look clean... to fling wide the windows, pinching the  fingers in unfamiliar fastenings, to lean out into sunshine with beautiful hills and trees and marble churches opposite.”  

"Como era agradável despertar em Florença, abrir os olhos em um quarto luminoso e desprovido de adornos, com um chão de lajotas vermelhas que parecem limpas... abrir as janelas de par em par, prender os lingotes em alças estranhas e debruçar-se ao sol, diante de belas colinas, de árvores e igrejas de mármore..." (Capítulo II: Em Santa Croce sem o Baedeker)

terça-feira, 25 de maio de 2021

Uma Janela para a Amor (1988)

Três anos após lançar A Mais Longa Jornada, a editora Rocco publicou a primeira tradução de A Room with a View no mercado brasileiro. O livro saiu três anos depois da adaptação cinematográfica dirigida por James Ivory e recebeu o mesmo título do filme por aqui: Uma Janela para o AmorA tradução é de Aulyde Soares Rodrigues. 

Meu exemplar foi adquirido em 2018 através da Estante Virtual, pelo valor de R$ 15,32 (frete incluso). Com exceção de algumas manchas, está em ótimas condições.

Uma Janela para o Amor é a única edição brasileira de A Room with a View que contém o apêndice Um Amor sem Janela (no original, A View without a Room), escrito por E. M. Forster em 1958, cinquenta anos após a publicação da obra. Você pode conferir esse delicioso texto adicional aqui.

Vamos às fotos da edição.







No texto da segunda orelha há um equívoco no ano de nascimento do escritor. 
E. M. Forster nasceu em 1879 e não em 1897. 
 




















Fotos: Acervo do blog.

Veja também:

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Lucy Honeychurch bordada

Ao elaborar o post anterior, não havia reparado que a artista inglesa Gemma Matthews agraciou mais uma personagem de E. M. Forster com um caprichado bordado. A inspiração da vez foi Lucy Honeychurch, retratada apreciando as belas paisagens italianas. 



Como no caso do produto anterior, o que está à venda na loja The Sewing Songbird não é o próprio bordado, mas uma reprodução em forma de cartão de felicitações. O preço é o padrão: £ 3.00. 

Além de Margaret Schlegel e Lucy Honeychurch, a coleção Ladies from Classic Literature também conta com as heroínas de Jane Austen (com exceção de Catherine Morland, de Northanger Abbey), além de personagens criadas pelas irmãs Brontë, Elizabeth Gaskell e outras.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

A Zoom with my Crew

Em muitos lugares pode até não parecer, mas continuamos vivenciando uma pandemia. Assim como muitos de nós, o designer norte-americano Josh Berta teve que trabalhar de casa e nesse período usou parte do seu tempo livre para reimaginar títulos de livros clássicos e populares neste contexto atual. 

O primeiro foi O Amor nos Tempos do Cólera, de Gabriel García Márquez, que ele transformou em Memes nos Tempos da Covid-19. Seus amigos de Facebook gostaram do que viram e pediram versões de outros livros. A partir daí, Moby-Dick; Or, The Whale, de Herman Melville, virou Maybe Sick; Or, The Well, Great Expectations se tornou Great Vaccinations e assim por diante.

E. M. Forster não foi deixado de fora da onda criativa. Nos tempos de coronavírus, A Room with a View é A Zoom with my Crew (Um Zoom com minha Equipe), em referência ao aplicativo de videoconferência tão em voga. Confira aqui várias  outras adaptações de títulos de livros feitas por Josh Berta.  


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Apêndice de A Room with a View



Por não constar em todas as edições de A Room with a View, acredito que muitas pessoas não tem conhecimento deste apêndice escrito por E. M. Forster em 1958, 50 anos após a publicação da obra. Se você concluiu a leitura deste romance e imaginou os destinos dos seus personagens, é chegada a hora de saber o que aconteceu com alguns deles através das palavras de seu próprio criador. Lucy e George continuaram juntos? Tiveram filhos? Cecil Vyse deixou totalmente o círculo dos Honeychurch? O que foi feito de Windy Corner? Vamos às respostas. 



Um amor sem janela


Uma Janela Para o Amor foi publicado em 1908. Estamos em 1958 e ocorreu-me imaginar o que os personagens fizeram durante esse intervalo. Foram criados antes mesmo de 1908. A parte italiana do livro foi quase a minha primeira tentativa de ficção. Eu a deixei para escrever e publicar outros livros, e depois voltei a acrescentar a parte passada na Inglaterra. Não é minha obra preferida - que é A Mais Longa Jornada - mas pode com justiça ser considerada a mais agradável. Contém um herói e uma heroína que são supostamente bons, bonitos e estão apaixonados - e aos quais é prometida a felicidade. Terão conseguido?

Deixem-me pensar. 

Lucy (a Sra. George Emerson) deve estar agora quase com setenta anos, George com setenta e poucos - uma idade avançada, embora não tanto quanto a minha. Formam ainda um casal interessante, amam-se e amam os filhos e os netos. Mas onde moram? Ah, aí está a dificuldade, e por isso chamei este artigo de "Um amor sem janela". Não posso imaginar onde moram George e Lucy.

Depois da lua-de-mel em Florença, provavelmente instalaram-se em Hampstead. Não - em Highgate. Isso está bem claro, e os seis anos seguintes foram, do ponto de vista da amenidade, os melhores de suas vidas. George deixou a ferrovia e conseguiu um emprego mais rendoso num departamento do governo, Lucy levou um belo dote, que ambos tiveram o bom senso de não desperdiçar, e a Srta. Bartlett deixou para os dois o que ela chamava de meu pouco tudo. (Quem ia imaginar isso da prima Charlotte? Eu jamais devia ter pensado qualquer coisa em contrário.) Tinha uma empregada que dormia no emprego e estavam se tornando capitalistas bem aquinhoados quando foi deflagrada a Primeira Guerra Mundial - a guerra para acabar com todas as guerras - e estragou tudo.

George imediatamente tornou-se um pacifista consciente. Aceitou o serviço alternativo, assim não foi para a cadeia, mas perdeu o emprego no governo e não foi beneficiado com o plano de Casas para os Heróis, no fim da guerra. A Sra. Honeychurch ficou extremamente aborrecida com a conduta do genro.

Lucy então resolveu tomar uma atitude e declarou-se pacifista consciente também, correndo um risco mais imediato por continuar a tocar Beethoven. Música dos hunos! Alguém ouviu e a delatou e a polícia foi chamada. O velho Sr. Emerson, que morava com o jovem casal, falou longamente com a polícia. Disseram que era melhor ele tomar cuidado. Logo depois ele morreu, certo ainda de que Amor e Verdade conduziriam a humanidade até o fim. 

Pelo menos conduziram a família, o que já é alguma coisa. Nenhum governo jamais autorizou e nem vai autorizar o Amor ou a Verdade, mas nesse caso trabalharam pessoalmente e ajudaram na triste mudança de Highgate para Carshalton. Os George Emerson que tinham dois meninos e uma menina começavam a querer um lar de verdade - no campo, onde pudessem se instalar definitivamente e discretamente fundar uma dinastia. Mas a civilização não seguia esse caminho. Os personagens dos meus outros livros estavam tendo os mesmos problemas. Howards End é a procura de um lar. Índia é uma passagem para indianos tanto quanto para ingleses. Sem lugar para descanso. 

Durante algum tempo, Windy Corner parecia uma possibilidade. Depois da morte da Sra. Honeychurch tiveram a chance de ir morar naquela casa tão amada. Mas Freddy, que a herdara, foi obrigado a vender e realizar capital para a sobrevivência da família. Como médico prolífico, embora de pouco sucesso, Freddy não tinha outra alternativa senão vender. Windy Corner desapareceu, os jardins foram reconstruídos e o nome dos Honeychurch não soava mais no Surrey.

No devido tempo estourou a Segunda Guerra Mundial - a guerra para acabar com uma paz durável. George alistou-se imediatamente. Sendo um homem inteligente e apaixonado, podia ver a diferença entre uma Alemanha que não era muito pior que a Inglaterra e uma Alemanha demoníaca. Com cinquenta anos reconhecia no hitlerismo um inimigo, não só do coração, mas também do intelecto e das artes. Descobriu que gostava de lutar e estava faminto pela falta de luta e descobriu também que longe da mulher não permaneceu casto.

Para Lucy a guerra foi menos variada. Deu algumas aulas de músicas e tocou um pouco de Beethoven no rádio, o que não era proibido na época, mas o pequeno apartamento em Watford, onde estava tentando segurar as pontas até a volta de George, foi bombardeado, a perda de seus bens e lembranças foi completa, e a mesma coisa aconteceu com sua filha casada, que morava em Nuneeaton.

Na frente de batalha, George chegou ao posto de cabo, foi ferido, feito prisioneiro na África e levado para as prisões de Mussolini na Itália, onde encontrou alguns italianos tão solidários como nos seus tempos de turista e outros não tão solidários. 

Quando a Itália foi derrotada, George foi levado, em meio ao caos, para o norte, na direção de Florença. A cidade amada estava diferente mas não irreconhecível. A Ponta Trinitá fora destruída, as duas extremidades da ponte Vecchio estavam instransitáveis, mas a Piazza Signoria, onde certa vez houvera um assassinato, sobrevivia ainda. Bem como o distrito onde a Pensão Bertolini florescia antes - nada destruído.

E George resolveu - como eu fiz alguns anos mais tarde - localizar a casa da pensão. Não conseguiu. Pois, embora nada tenha sido destruído, tudo está mudado. As casas naquela faixa do Lungarno tiveram a numeração trocada e foram remodeladas, e por assim dizer, remoldadas, algumas fachadas aumentadas, outras diminuídas, de modo que é impossível determinar que quarto era romântico meio século atrás. Sendo assim, George informou a Lucy que a vista continuava lá e que o Quarto devia estar lá também, mas não podia ser encontrado. Ela ficou satisfeita com a notícia, embora no momento não tivesse onde morar. Era alguma coisa ter conservado a vista e certos dela e do seu amor enquanto se amarem, George e Lucy esperam pela Terceira Guerra Mundial - a guerra para acabar com a guera e com todo o resto também.

Cecil Vyse não deve ser omitido deste profético retrospecto. Ele saiu do círculo dos Emerson, mas não completamente do meu. Com sua integridade e inteligência era talhado para o serviço confidencial e em 1914 foi designado para o Serviço de Informações, ou fosse como fosse que chamavam a supressão de informações da época. Tive um exemplo da sua propaganda, que foi muito bem-vinda, em Alexandria. Nos arredores da cidade estavam dando uma festa discreta e alguém queria ouvir Beethoven. A anfitriã hesitou. Música alemã pode nos comprometer. Mas um jovem oficial resolveu:

- Não, está tudo bem - disse ele -, um cara que sabe das coisas a fundo me disse que Beethoven é definitivamente belga. 

O cara em questão devia ser Cecil. Esse misto de cultura e farsa é inconfundível. Nossa anfitriã ficou tranquila, a proibição foi anulada e a Sonata ao Luar cintilou no deserto. 

Como disse no início do post, este apêndice não está presente em todas as edições da obra. Extraí o texto da edição de 1988 da editora Rocco, com tradução de Aulyde Soares Rodrigues. Já a edição da Globo de 2006 não traz o apêndice. 

sábado, 1 de agosto de 2020

Lucy e George na BBC Radio 4

Na última segunda-feira, postei sobre a dramatização de A Room with a View que iria ser reapresentada na BBC Radio 4 durante quatro dias ao longo desta semana. Após as emissões, os episódios ficam disponíveis por tempo limitado, porém mais que suficiente para escutar essa adaptação radiofônica que foi ao ar pela primeira vez em 1995. 

Abaixo, os links dos episódios. Cada um deles ainda ficará disponível por cerca de um mês no site da BBC Radio 4. 

1/4 - Miss Honeychurch, Giotto e muito Beethoven;

2/4 - Bons homens e violetas;

3/4 - Uma proposta e uma festa balnear;

4/4 - O triunfo do Faetonte.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

A Room with a View na BBC Radio

A partir de amanhã, a BBC Radio 4 vai reapresentar uma dramatização de A Room with a View que foi ao ar pela primeira vez em 1995 e que vem sendo retransmitida esporadicamente desde então. As quatro partes irão ao ar de terça a sexta-feira, sempre no mesmo horário, às 10h (6h no horário de Brasília) e reprisados em horários alternativos. O primeiro episódio será transmitido neste link. Após a emissão, os programas ficarão disponíveis por tempo limitado. 

Confira parte da ficha técnica e o elenco completo da produção:

Adaptação: David Wade; 
Direção: Glyn Dearman;
Pianista: Terence Allbright.

Elenco: 
Cathy Sara: Lucy Honeychurch; 
Gary Cady: George Emerson;
John Moffatt: Mr. Emerson;
Sheila Hancock: Charlotte Bartlett;
Julia McKenzie: Mrs Honeychurch;
Roger May: Freddy Honeychurch;
Nathaniel Parker: Cecil Vyse;
Pauline Letts: Mrs Vyse;
Stephen Moore: Mr. Beebe;
Barbara Jefford: Miss Lavish;
Anna Cropper: Miss Alan;
David Collings: Mr. Eager;
Andrew Branch: Faetonte;
Tessa Worsley: Mrs Phipps; 
Derek Waring: Sir Harry Otway;
Sara-Jane Derrick: Minnie Beebe;
Jonathan Keeble: Floyd.
1/4 - Miss Honeychurch, Giotto e muito Beethoven
1905: As primas Lucy e Charlotte chegam à Pensão Bertolini em Florença e descobrem que não receberam os quartos prometidos.

2/4 - Bons homens e violetas
Lucy Honeychurch testemunha um assassinato em Florença, mas as ações de George a perturbam mais...

3/4 - Uma proposta e uma festa balnear
Lucy Honeychurch retorna à Inglaterra muito mudada depois de sua perturbadora viagem à Itália.

4/4 - O triunfo do Faetonte
Noiva com Cecil Vyse, mas assombrada por seus sonhos de George Emerson, Lucy Honeychurch se sente confusa...

terça-feira, 30 de junho de 2020

Releitura de A Room with a View

Uma nova releitura de A Room with a View acaba de ser lançada. O terceiro livro de Forster foi reimaginado pelo singapuriano Kevin Kwan, autor do best-seller Crazy Rich Asians. Com o título Sex and Vanity, a obra parece não se distanciar muito da espinha dorsal do romance original - pelo menos é isso que a sinopse sugere. A ilha de Capri é a nova Florença e Nova York o novo Surrey. Lucy Honeychurch agora é Lucie Churchill e George Emerson responde por George Zao. Os elementos principais aparentemente estão ali, numa versão moderna que se passa entre dois continentes. Confira a sinopse da obra, lançada hoje pela editora americana Doubleday, que integra o grupo Penguin Random House
Capa de Sex and Vanity. | Imagem: Amazon.com.
O icônico autor do fenômeno best-seller Crazy Rich Asians retorna com a brilhante história de uma jovem que se vê dividida entre dois homens: o noivo WASPY dos sonhos de sua família e George Zao, o homem pelo qual ela tenta desesperadamente não se apaixonar.

Na sua primeira manhã na ilha de Capri, Lucie Churchill coloca os olhos em George Zao e instantaneamente não o suporta. Ela não suporta quando ele galantemente oferece uma troca de quartos de hotel para que ela possa ter uma vista do Mar Tirreno, não suporta que ele saiba mais sobre a Casa Malaparte do que ela, e ela realmente não pode suportar quando ele a beija na escuridão das ruínas antigas de uma vila romana e os dois são flagrados por sua esnobe e repreensiva prima Charlotte. "Sua mãe é chinesa, então não é surpresa que você se sinta atraída por alguém como ele", brinca Charlotte. Filha de uma mãe chinesa nascida nos Estados Unidos e de um pai nova-iorquino de sangue azul, Lucie sempre renunciou o lado asiático em favor do lado branco, e ela nega veementemente ter sentimentos por George. 

Mas vários anos depois, quando George aparece inesperadamente em East Hampton, onde Lucie está passando o fim de semana com seu novo noivo, ela se vê novamente atraída por ele. Logo Lucie está tecendo uma teia de mentiras que envolve sua família, seu noivo, a diretoria cooperativa de seu prédio na Quinta Avenida e, finalmente, ela mesma, enquanto tenta negar fortemente a entrada de George em seu mundo - e em seu coração. Circulando entre os parques de verão privilegiados, salpicados de comida decadente e moda extravagante, Sex and Vanity é uma história de amor verdadeiramente moderna, uma homenagem ousada a A Room with a View e uma comédia de costumes brilhantemente engraçada, situada entre duas culturas.

Semana passada, o autor forneceu uma entrevista ao site da revista Time e falou sobre o novo livro. Confira aqui.  

domingo, 19 de agosto de 2018

Nova edição de A Room with a View

A Room with a View ganhou uma nova edição pela editora britânica Penguin Books. Integrante da série Penguin Classics, a obra foi agraciada com uma capa belíssima e significativa: Lucy Honeychurch ao piano, sobre o qual se estende uma paisagem típica de Florença, na Itália. 



Esta nova edição conta com introdução da escritora Wendy Moffat, autora da biografia A Great Unrecorded History: A New Life of E. M. Forster, publicada também sob o título simplificado E. M. Forster: A New Life. Esta introdução pode ser lida na íntegra no site Literary Hub, através do link a seguir: On the Slyly Subversive Writing of E.M. Forster. Moffat também dá sugestões valiosas para leitura adicional. Já as notas explicativas são assinadas pelo escritor e crítico literário inglês Malcolm Bradbury (1932-2000), que publicou algumas avaliações dos livros de Forster quando este ainda era vivo. A edição anterior da obra, também lançada dentro da série Penguin Classics, conta com introdução de Bradbury. Ambas possuem 240 páginas. 

Não há informações a respeito da possibilidade da Penguin Books lançar novas edições das outras obras de E. M. Forster. Caso isso ocorra, será uma excelente notícia. Vamos torcer para que o mesmo aconteça em nosso país, cujo mercado editorial não traz novidades do escritor há mais de doze anos. 

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Top 10 A Room With a View

Em 2014, o canal WatchMojo.com, no YouTube, publicou um Top 10 de fatos sobre o romance A Room with a View. O vídeo inicia com um apanhado biográfico do autor e sintetiza informações sobre influências e inspirações, enredo, personagens, valores, temas, a popularidade moderna da obra e adaptações que recebeu. Vale a pena assistir. 

vídeo por WatchMojo.com.

domingo, 22 de julho de 2018

Novas aquisições



Mês passado, adquiri mais cinco edições de livros de E. M. Forster em português brasileiro:

  • Howards End, 1993, editora Ediouro, tradução de Ruy Jungmann;

O livro mais antigo, Passagem para a Índia (1981), é também o que está em condições mais delicadas. A capa e a lombada estão desgastadas, mas em compensação o miolo está íntegro. Os demais estão em ótimo estado, com exceção de um ou outro detalhe, afinal, o livro mais novo tem 20 anos. Minha coleção ainda carece das edições de Aspectos do Romance lançadas em 2004 e 2005. Esta última parece estar completamente esgotada, o que é lamentável, pois é o livro que completaria minha coleção das elogiáveis edições publicadas pela editora Globo na década passada. 

Aliás, pretendo iniciar a leitura de Aspectos do Romance muito em breve. É o único livro de Forster traduzido para português brasileiro que ainda não li. Pretendo também sempre mostrar as novas aquisições de obras e itens relacionados a Forster, mas desde já prometo não tardar muito para fazê-lo, como aconteceu desta vez. 

domingo, 16 de novembro de 2014

A Room with a View no Brasil

Assim como Maurice, são das editoras Rocco e Globo as únicas traduções de A Room with a View para o português. A diferença desta vez é que a editora Rocco não traduziu o título da obra em seu sentido literal. Enquanto a edição da Globo é intitulada Um Quarto com Vista, a da Rocco recebeu o nome de Uma Janela para o Amor, certamente por causa do filme de 1985 dirigido por James Ivory. 

1. Editora: Rocco
Ano de publicação: 1988
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues.

2. Editora Globo
Ano de publicação: 2006
Tradução de Marcelo Pen.